Arquivo · · 9 min · Dicas
Dez passos práticos para abrandar ou parar o jogo
Ideias concretas — desde reorganizar o telemóvel até falar com alguém de confiança — com limites claros sobre o que um texto geral pode fazer.
Artigo editorial — não patrocinado, não substitui aconselhamento profissional. Não vendemos tratamento nem recebemos comissões das entidades mencionadas.
Aviso: texto informativo; não substitui avaliação clínica nem plano terapêutico individual. Emergência (vida em risco): 112. Linha nacional de cuidados de saúde: SNS 24 — 808 24 24 24. Apoio sobre comportamentos aditivos (incluindo jogo): Linha 1414 (ICAD; consulte horários no site oficial).
1. Escolher uma pessoa de confiança
Partilhar o essencial reduz o isolamento que muitas vezes sustenta o ciclo.
2. Tirar atalhos das apps e sites
Apagar ícones, fechar sessões e desativar notificações aumenta o atrito no momento do impulso.
3. Usar ferramentas oficiais do operador licenciado
Em operadores sob supervisão do SRIJ, utilize limites de depósito, pausas e autoexclusão nas áreas de conta — não substitutos informais.
4. Proteger rendimentos essenciais
Separar dinheiro para renda, alimentação e transporte numa conta sem pagamentos instantâneos pode proteger o básico.
5. Atrasar o impulso 15 minutos
Técnica frequente em abordagens cognitivo-comportamentais: cronómetro; muitas vezes a urgência baixa.
6. Substituir a “janela” do jogo
Agendar outra atividade curta (caminhada, chamada, tarefa física) para a hora em que costuma jogar.
7. Cuidar com cansaço e álcool
Ambos reduzem a capacidade de travar decisões impulsivas.
8. Não ficar sozinho(a) no ecrã após perdas
Tentar recuperar perdas (“chasing”) costuma aprofundar o prejuízo — afaste-se do dispositivo.
9. Falar com o seu médico de família
Ansiedade, depressão, insónia e dívida merecem conversa clínica; o SNS pode encaminhar para cuidados especializados.
10. Considerar pares e comunidade
Jogadores Anónimos e serviços como Gambling Therapy podem complementar — não substituir — cuidados profissionais quando necessários.
Correções: redacao@costafirme.pt